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Atlas Catalão ZOOM

O Atlas Catalão é um atlas medieval atribuído ao judeu maiorquino Abraão Cresques. Embora nenhum dos portulanos que o compõem esteja assinado ou datado, estima-se a data aproximada de produção em torno de 1375 pelo registo que figura no calendário que o acompanha.

 

História

Não se pode afirmar que Cresques seja o autor do Atlas Catalão, apesar de estar documentado que, nesta mesma época elaborou diversos portulanos e que os reis de Aragão os ofereciam como presentes. Concretamente, e com referência ao próprio Atlas, está documentado que em novembro de 1381, o infante João, duque de Gerona e primogénito de Pedro IV de Aragão, quis oferecer um presente ao novo rei da França, o jovem Carlos VI e decidiu enviar-lhe um mapa-múndi da sua propriedade que estava depositado nos arquivos de Barcelona. Para este fim, mandou chamar o autor do documento, o judeu Cresques ("Cresques lo juhueu qui lo dit mapamundi a fet"), e ao filho dele, Jehuda Cresques, para que lhe facilitassem todas as informações úteis que seriam transmitidas ao rei da França, tendo lhes pago 150 florins de ouro de Aragão e 60 livras maiorquinas.

 

Fisterra e o Mediterrâneo

Estas folha compreendem todo o mundo conhecido no século XIV de 10º a 60 de latitude norte.

Na "Mar Océana" encontram-se todas as ilhas conhecidas e pontos de referência, por um desejo explícito do príncipe João. Assim, na ilha de Tenerife pode-se apreciar um ponto branco, que representa o Teide.

A representação da linha de costa do Mediterrâneo está muito cuidada, fato que reflete a hegemonia da Coroa de Aragão naquele período, com colônias marítimas e relações de vassalagem nas três penínsulas, bem como o domínio das ilhas, das Baleares ao Chipre.

Uma das características da escola cartográfica maiorquina é a presença de muitas bandeiras e lendas com dados físicos, econômicos e demográficos de grande interesse. Às vezes ficavam também anotadas tradições literárias, como no caso das ilhas Afortunadas (Canárias) e as fábulas sobre o seu ouro.

A rosa dos ventos deste mapa é à primeira vista numa representação cartográfica. Contém as trinta e duas direções e o nome dos oito ventos principais, fato que denota o domínio por parte dos Cresques dos instrumentos náuticos. Este modelo de trinta e duas direções e oito ventos foi o protótipo conservado até o nossos dias: o norte é o norte magnético, com 10 de desvio para leste .

A continuidade no traçado de rumos N-S e L-O permite observar uma rede de rumos misturada com as coordenadas retangulares. A distância entre os paralelos reduz-se para o Polo norte e o Equador, recordando uma projeção de Lambert.

O primeiro rumo N-S cruza a ilha de El Hierro, avançando a recuperação da tradição de Ptolemeu. É preciso recordar que em 1634, os matemáticos mais eminentes da Europa, reunidos em Paris, adotaram como meridiano original precisamente o da ilha de El Hierro.

Finalmente, na rosa dos ventos, o norte e o leste estão indicados com símbolos. Há uma representação da Estrela Polar no norte, e, numa singularidade, vê-se uma estilização de uma cruz que recorda o candelabro sagrado dos judeus, a menorá. Procurando este símbolo em outros mapas do mesmo período, puderam ser identificar outros trabalhos anônimos dos Cresques.

Os nomes geográficos estão escritos perpendicularmente em relação à costa, Os nomes do hemisfério sul estão escritos numa direção e os do norte em outra. As cidades cristãs estão diferenciadas das muçulmanas por uma cruz. A única exceção é Granada, que contém a cruz mas apresenta uma bandeira com inscrições arábicas, numa possível alusão à vassalagem dos nacéridas à Coroa de Castela.

A cor dos acidentes orográficos é o ocre, e em caso de vegetação passa a ser verde. Assim, os fiordes noruegueses e a cordilheira do Atlas são de cor ocre, enquanto os Pirenéus são verdes.

As bacias hidrográficas e rios estão representados em cor verde, O rio Nilo, segundo a tradição, nasce num lago do oeste, fato baseado na confusão com o rio Níger.

Atlas Catalão ZOOM

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